domingo, 19 de maio de 2013

Festa no Céu

Imaginem que todos os artistas da música, ao morrerem, vão para o céu. Agora imaginem que nesse céu há todo e qualquer instrumento musical já inventado pelo homem, podendo ser utilizado por qualquer um que quisesse. Os artistas, que nasceram e viveram para e pela música não perderiam a oportunidade de aproveitar todo essa aparato à sua disposição e começariam a tocar, cantar e dançar, transformando o céu numa verdadeira festa, com gente de todas as raças, credos e orientações sexuais unidos pelo poder da música. Então, os artistas começariam a tocar juntos, de acordo com os estilos que tocavam na Terra, de modo que qualquer um que chegasse pudesse ouvir aquilo que mais gostava quando era vivo ou passou a gostar a chegar nesse céu. Ficaria mais ou menos assim:

Em um canto, com seus violões e guitarras elétricas, Robert Johnson, Muddy Waters e John Lee Hooker estariam apresentando suas canções de blues, relembrando a vida dura num país ainda racista e intolerante e a vida simples cantada em forma de música. Um pouco ao lado, Hank Williams, George Jones e Johnny Cash pegariam seus violões para também falar da vida simples no campo, só que do ponto de vista dos brancos. Ouvindo essa mistura de country e blues, Elvis Presley, Buddy Holly, Roy Orbison e Bill Haley estariam celebrando a juventude, cantando e dançando o rock n roll, animando e contagiando todos os que passavam por perto. Num outro ponto, Ray Charles, Otis Redding e Sam Cooke estariam fazendo duetos com Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Etta James e Whitney Houston, com vozes tão potentes que até os anjos se impressionariam, além de Amy Winehouse, que chegaria depois para se juntar à festa. Do lado, Bob Marley e Peter Tosh estariam louvando Jah, sem se esquecer do povo sofrido da Jamaica nas suas músicas de reggae. Um pouco mais ao centro, James Brown estaria ensinando passos de funk ao Michael Jackson, fazendo-o lembrar dos tempos de Jackson 5, e o próprio Mike ensinaria Brown a fazer o Moonwalk. Ao lado de Elvis e cia., John Lennon e George Harrison se juntariam a Brian Jones, John Entwistle e Keith Moon, criando uma superbanda para cantar os maiores sucessos das grandes bandas inglesas da década de 60. Em um campo florido, Jimi Hendrix estaria tocando sua guitarra fazendo companhia a Janis Joplin, Jim Morrison e Cass Elliot, celebrando a paz, o amor e a música, observados de perto por Frank Zappa, Syd Barrett e Rick Wright.

Um pouco depois apareceriam por lá Bon Scott, Ronnie James Dio, John Bonham, Randy Rhoads, Cliff Burton, Jon Lord e Dimebag Darrell, que elevariam ao máximo o som do rock pra incluir o Hard Rock e o Heavy Metal na festa. Também chegariam pra tocar Johnny, Joey e Dee Dee Ramone, acompanhados de Joe Strummer e Sid Vicious, cantando as insatisfações da juventude com os governos e pregando a simplicidade no rock, cercados de pessoas de cabelo moicano e jaquetas de couro. Para animar a festa, Donna Summer, Maurice e Robin Gibb cantariam os embalos de sábado à noite, sem deixar ninguém parado.  Em outra parte da festa, mais afastado do centro, Tupac Shakur e Notorious B.I.G., amigos novamente, se juntariam a Eazy-E e MCA, para fazer rimas sobre os prazeres da vida e os problemas das periferias e dos jovens pobres americanos, sob o comando de Jam Master Jay. Também estariam presentes para cantar os problemas da juventude, na forma de rock, Kurt Cobain e Layne Staley.

Além deles, estariam um pouco mais afastados, mas próximos o suficiente para serem ouvidos, Louis Armstrong, Miles Davis e Dave Brubeck, demonstrando toda a complexidade e sonoridade única do jazz. Também estariam presentes Judy Garland, Frank Sinatra e Bobby Darin, mostrando que vozes e orquestras são um casamento perfeito. Aproveitando a orquestra, Luciano Pavarotti estaria encantando até o mais belo dos anjos com a perfeição vocal dos tenores, e seria surpreendido por Freddie Mercury, que mostraria a semelhança entre o rock e a música erudita, fazendo-se ser ouvido em todos os lugares do céu, acompanhado de Clarence Clemons, como se o céu fosse um grande estádio igual aos em que brilhavam na Terra.

Já cansados de tocar suas obras primas, Beethoven, Mozart, Bach, Vivaldi e tantos outros gênios da música observariam tudo, e ficariam extremamente contentes em descobrir que a música se diversificou e se popularizou sem perder a qualidade, e logo estariam aprendendo a tocar cada uma das músicas desses novos estilos, de "Cross Road Blues" a "Smells Like Teen Spirit", de "Walk The Line" a "California Love", de "Stayin' Alive" a "Blitzkrieg Bop", de "What a Wonderful World" a "What's Going On", de "Billie Jean" a "Whole Lotta Love", de "We Will Rock You" a "No Woman, No Cry", esperando a chegada de mais talentos para ampliar ainda mais seus horizontes musicais e confirmar que a beleza na música, antes de tudo, está na criatividade do ser-humano.

PS: Eu provavelmente me esqueci de muita gente, mas é muito difícil lembrar de todo mundo, e o que eu pretendi aqui foi fazer uma homenagem à diversidade musical e aos grandes artistas que já partiram desse mundo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Músicas Viciantes do Mês: Maio/Abril

Há muito tempo não fazia outro post dessa série, mas recentes acontecimentos musicais me fizeram ficar viciados em algumas músicas, e resolvi compartilhar com vocês.

1- Hysteria - Muse: Essa foi por causa do rock in rio, como tinha a ideia de comprar o ingresso pro dia do Muse, acabei procurando música e me viciei nessa, que é espetacular, da linha de baixo ao riff de guitarra, sem falar no refrão.

2- No One Knows - Queens of the Stone Age: Depois que eles tocaram no Lollapalooza, passei a prestar mais atenção na banda, e esse música me cativou.

3- Home - Phillip Phillips: Outro que eu vou ver no rock in rio, e esse country é realmente bom, com destaque pro backing vocal.

4- Hot in Herre - Nelly: Essa é do auge do r&b dos anos 2000, e provavelmente a melhor do Nelly, que eu "revivi" recentemente, e não consegui parar de escutar.

5- Stairway to Heaven - Ann Wilson, Nancy Wilson, Jason Bonham e banda: Claro que eu já era viciado em Led Zeppelin e em Stairway, mas o vício se renovou com essa versão ao vivo apresentada no Kennedy Center Honors desse ano, que homenageou a banda. A parte final, do solo em diante, é fantástica...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Festa da Música Tupiniquim - Especial Funk Carioca

Nunca julgue uma música pelo seu gênero. Essa deve ser a regra nº 1 de todos os amantes de música. No caso do funk carioca, como de outros estilos com maioria de música de gosto e qualidade duvidosas, essa regra ajudar a enxergar o que o estilo tem de bom. Por isso, vou listar 5 músicas do batidão carioca que mostram o lado do funk que a maioria dos funkeiros atuais tenta esconder, infelizmente:

1 - Rap do Silva - Mc Bob Rum: Como os melhores raps americanos, a música mostra a relação da pobreza com a violência, que acaba por fazer vítimas inocentes, como o Silva que só queria se divertir no baile funk.


2 - Rap da Felicidade - Cidinho e Doca: O melhor refrão da história do funk carioca. O rap da felicidade retrata a realidade das favelas cariocas e da cidade do Rio de Janeiro em geral como poucas músicas já fizeram. Assim como o Rap do Silva, tem uma excelente crítica social, sem perder o ritmo dançante e a batida característica do funk.


3 - Zona Oeste - Mc Marcinho e Mc Bob Rum: Com uma melodia incomum às músicas de funk, refrão sensacional e ritmo perfeito para um baile funk, se tornou clássico do estilo, merecidamente.


4 - Ela Só Pensa Em Beijar - Mc Leozinho: Hit absoluto do funk, que rendeu participação de Leozinho no Especial de Fim de Ano do Roberto Carlos. Acho que nem preciso falar mais nada...


5 - Nosso Sonho - Claudinho e Buchecha: A síntese do funk melody. Refrão grudento, perfeito pra cantar junto e capaz de fazer sucesso em festas até hoje. Sinta-se honrado se o nome do seu bairro é citado na letra...



Alguém me explica porque o nível das músicas de funk caiu tanto com o passar dos anos?

OBS1: R.I.P. Claudinho
OBS2: Fé em Deus, DJ!!!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Deus existe e a música está aí pra provar...

Sim, você pode não acreditar, mas há diversas provas da existência de Deus nos mais variados campos do conhecimento, inclusive na arte e mais especificamente na música. Sim, e aqui vão 5 dessas provas da existência divina:

1- Ode To Joy de Beethoven: É só escutar, não é possível que um homem "sozinho" tenha tido a capacidade de compor essa obra tão perfeita, que na minha opinião é a melhor peça de música "clássica" já escrita, e um dos meus hinos da humanidade (além de ser o hino da União Europeia).


2- O "na na na na" de Hey Jude, dos Beatles: Como pode uma repetição de sílabas, com apenas 3 acordes, causar esse misto de emoções que Hey Jude causa? Paul McCartney só pode ter recebido inspiração divina pra fazer a música, especialmente essa parte final, é a única explicação possível... (vejam principalmente a partir dos 4:06)


3- Bohemian Rhapsody do Queen: Se toda a música já criada pudesse ser resumida em apenas uma música, esta seria Bohemian Rhapsody. E pra misturar todos esses estilos e sonoridades em uma música, a banda com certeza não foi a única compositora, e não precisa nem dizer quem ajudou...


4- O solo de guitarra de Prince em While My Guitar Gently Weeps no Rock n Roll Hall of Fame: Ele nunca tinha ouvido a música, segundo dizem por aí, e mesmo assim fez essa maravilha de solo que não só encaixou perfeitamente na música como tornou essa apresentação inesquecível. E a prova maior da inspiração divina está no final, quando Prince joga a guitarra para cima. Estaria ele devolvendo a guitarra para o Criador?


5- What a Wonderful World de Louis Armstrong: Claramente essa música é uma mensagem de Deus sobre as maravilhas por Ele criadas. É impossível ouvir essa música sem pensar no quanto o mundo realmente é maravilhoso, e no quanto a humanidade se esforça para estragá-lo.


Expliquem-se agora, ateus? Ainda acham que não existe um Deus? As provas estão aí, não tem como negar...

OBS: Deus aqui não necessariamente é o Deus judaico-cristão, pode ser qualquer manifestação divina, inclusive o Deus de uma tribo da Polinésia (vai que, né).


quinta-feira, 21 de março de 2013

Conhecendo Melhor: Especial Rock in Rio - Muse

Eu fiz uma confusão de dias e não me toquei que na segunda noite de show é a banda Muse que é a atração principal, e não o Timberlake, que é o principal nome da terceira noite de shows. Mas isso não importa aqui, e vamos falar sobre a banda, que é um power trio inglês de rock alternativo, formado por Matt Bellamy (guitarra e voz), Christopher Wolstenholme (baixo, teclado) e Dominic Howard (bateria). Vamos as músicas que podem fazer você ir ao show da banda no festival:

1- Supermassive Black Hole: Prestem atenção na guitarra e no refrão.



2- Uprising: Esse é daquelas que inflama qualquer plateia, com um dos melhores refrões da banda.



3- Knights of Cydonia: Uma aula de guitarra de Matt Bellamy, o mais novo "guitar hero" britânico.



4- Hysteria: Uma das melhores linhas de baixo de todos os tempos.



5- Madness: Rockstep ou Dub 'n Roll? A música mistura rock e dubstep e o resultado é espetacular.


Muse é uma banda muito boa no estúdio, mas é excelente ao vivo, uma das poucas que conseguem melhorar a performance nas apresentações, sendo certeza de um show inesquecível. Vale para quem aprecia solos de guitarra, riffs e linhas de baixo marcantes, ou seja, o bom velho rock n roll.

terça-feira, 19 de março de 2013

Conhecendo Melhor: Especial Rock in Rio - Justin Timberlake

Continuando a série sobre os headliners do Rock in Rio, hoje é dia de conhecer melhor o astro pop, ex-integrante de boy band que vai ser a atração principal do 2º dia de shows do festival: Justin Timberlake:

1- Cry Me a River: A melhor música da carreira do Timberlake.



2- What Goes Around... Comes Around...: É uma música grande, incomum para os padrões atuais do pop, mas em nenhum momento Justin se perde, e o instrumental é excelente.



3- Sexy Back: Um dos maiores sucessos de J.T., e merecidamente, porque é uma música viciante.



4- Summer Love: Refrão grudento, música boa para dançar, mas o destaque é a ponte entre os refrões.



5- Suit and Tie (feat. Jay-Z): Essa mostra que Justin está de volta e não perdeu a velha forma, mesmo depois de anos sem gravar inéditas.



Bom, Timberlake é o grande nome do pop masculino nesse século, é muito bom ao vivo, seja cantando ou dançando, e com certeza fará um excelente show no dia 15 de setembro, na sua 2ª participação no festival (a 1ª foi em 2001, quando ainda era integrante do 'N SYNC).

domingo, 17 de março de 2013

Conhecendo melhor: Especial Rock in Rio - Beyoncé

Bom, todas as atrações principais do Rock in Rio desse ano já foram divulgadas, e muita gente fica indecisa na hora de escolher um dia pra comprar o ingresso e ir. Por isso, vou fazer um "Conhecendo Melhor" com todos os headliners do festival, para tentar ajudar na escolha de quem ainda não se decidiu. Seguindo a ordem dos dias de shows, o primeiro headliner é a cantora Beyoncé. Então, vou mostrar 5 músicas dela (e depois das outras atrações principais) que possam fazer você se decidir a ir no dia do artista do post.


1- Crazy in Love (feat. Jay-Z): Na minha opinião, a melhor música dela, um clássico.


2- Single Ladies: "One of the best videos of all time" (WEST, Kanye).



3- Irreplaceable: O refrão fica na cabeça... "To the left, to the left".



4- Independent Woman: Tá, é do tempo que ela ainda era uma Destiny Child, mas é muito provável que ela cante no show, nem que seja num medley com outras músicas do grupo.

 
5- Halo: Nessa música ela pode mostrar uma boa parte da potência da sua voz, além de ter sido um super hit.



A banda dela é formada só por mulheres, e é muito boa, e ela realmente canta durante os shows, ao contrário de algumas artistas pop atuais que adoram um playback. Portanto, se você gosta de pop/r&b bem feito, é quase obrigatório ir nesse dia.