De tempos em tempos alguma coisa acontece no mundo da música que o muda completamente. É aquele momento em que você e todos sabem que nada será como antes. Pode ser uma música, o surgimento de uma banda, de um movimento, de um novo estilo. Seja o que for, é tão intenso, original e diferente que atrai a atenção de todos e termina por influenciar tudo aquilo que vem depois. Escolher 5 desses momentos é difícil, o que vai me levar a fazer outro(s) post(s) com momentos marcantes da história da música pop moderna, mas vou tentar:
1- Robert Johnson grava Cross Road Blues (1936): Não importa o que você esteja escutando nesse momento. Do blues ao hip-hop, do rock ao pop, tudo, absolutamente tudo que veio depois de Cross Road Blues tem, ainda que remotamente, influência dessa música e do Robert Johnson. O homem que, dizem, vendeu a alma ao diabo em uma encruzilhada em troca da habilidade com o violão e o sucesso, conseguiu o que queria, criando a música que foi seu maior sucesso e tornou possível, de certa forma, toda a diversidade de ritmos e estilos da música internacional dos últimos 70 anos.
2- A Beatlemania invade a América (1964): O rock americano estava em baixa, diziam que iria acabar. Elvis Presley estava no exército, Little Richard tinha se convertido e parado de cantar músicas profanas, Chuck Berry estava preso e Jerry Lee Lewis envolvido em polêmicas pelo casamento com uma menor de idade. Os Estados Unidos estavam carentes de ídolos e o rock não dava sinais de força. Do outro lado do Atlântico, na Inglaterra, várias bandas começaram a explodir no início da década de 60, influenciadas pelo blues e pelo rock americanos. Em 1964, os Beatles já eram um sucesso absoluto na Inglaterra, mas faltava a consagração mundial. Foi então que eles desembarcaram nos Estados Unidos pela primeira vez, no início do ano de 1964, levando uma multidão ao aeroporto e se apresentando no Ed Sullivan Show, o mais popular da época, para um público recorde da TV americana. Hits como She Loves You, I Wanna Hold Your Hand e Twist and Shout passaram a dominar as paradas americanas e o rock voltou a ficar em evidência, estimulando o surgimento de novas bandas locais e a consagração de bandas inglesas que também invadiram a América na década de 60.
3- Bob Dylan se torna "elétrico" (1965): Dylan já era um importante artista folk, e suas letras já eram aclamadas e admiradas. Faltava o sucesso nacional. Então Bob teve a ideia mais genial que pode ter em toda sua vida: usar uma guitarra elétrica em um festival de música. Além de surpreender todos que esperavam um Dylan com violão e gaita, cantando folk - Dylan foi muito vaiado pela atitude - o fato dele passar a usar, também a guitarra deu ao rock ares mais politizados, mostrando que o rock n roll poderia, ao mesmo tempo, fazer dançar e pensar, e foi essa atitude polêmica que o tornou um dos mais respeitados artistas e compositores da música pop e possibilitou ao rock ser um instrumento de contestação da ordem social e política, o que foi extremamente marcante na segunda metade da década de 60 e nas décadas seguintes, desde o movimento hippie aos movimentos punk e grunge.
4- O pequeno grande passo de Michael Jackson (1984): Sim, Michael já era uma estrela mundial e seu disco Thriller era um sucesso estrondoso. Mas foi no Aniversário de 25 anos da Motown que MJ escreveu de vez seu nome na história da música. O show, até então na companhia dos irmãos do Jackson 5, estava muito bom, com Mike e os irmãos cantando os sucessos do passado e lembrando tempos bons. Mas aquilo não era o suficiente para Michael. Ao começar a música Billie Jean ninguém na plateia imaginaria o que estava por vir. Os passos de dança já eram conhecidos, todos sabiam da habilidade de dançarino do cantor desde os tempos de Jackson 5. Foi então que o mundo parou por alguns segundos. Michael deslizou para trás, girou sobre o próprio eixo e parou na ponta dos dedos dos pés. Nascia o moonwalk. E com o moonwalk, a música pop sofreu um avanço significativo, pois seus artistas passaram a aliar música e dança, transformando seus shows em verdadeiros espetáculos, aproximando-se dos fãs, que passaram a imitar, não só o moonwalk, como vários outros passos que vieram depois. (Psy, agradeça ao Michael Jackson pelo sucesso de Gangnam Style)
5- Walk This Way coloca o rap em evidência (1986): O rap existia desde aproximadamente o fim da década de 70, mas só alcançou o sucesso em 1986, com a versão de Walk This Way, música do Aerosmith gravada pelo trio do Run-D.M.C. Os membros do Run-D.M.C. gostavam de samplear músicas de rock, e acabaram regravando Walk This Way, com a colaboração de Steven Tyler e Joe Perry, membros do Aerosmith. O vídeo feito para a música foi o primeiro vídeo de um negro, além de Michael Jackson a ver transmitido na MTV, até então um canal de televisão muito racista. Foi a partir de Walk This Way que o rap, através do canal de música, chegou aos ouvidos do grande público americano e se popularizou, se transformando em um dos principais gêneros musicais dos últimos 30 anos. Foi por causa do Run-D.M.C. e da mistura de rap com rock que vários artistas geniais, como Tupac, Biggie Smalls, Eminem, Kanye West e Jay-Z apareceram e se tornaram estrelas da música. Além disso, a mistura de rock e rap fez surgir bandas como Rage Against The Machine, Linkin Park e tantas outras que misturam os dois estilos.
Lembrem-se de mais momentos marcantes da história da música e me ajudem a fazer as continuações dessa série de posts.
Nosso blog espera se tornar um oásis de sabedoria no deserto de ignorância da internet. Será um espaço de informação sobre absolutamente tudo que for minimamente relevante no mundo, sem manipulações ou censuras, direto e imparcial. Ou não...
sábado, 26 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Os 5 melhores covers da história do rock
Pegar uma música pronta e regravar pode parecer uma tarefa fácil, e realmente é. No entanto, dar uma nova cara, uma nova atmosfera a uma música é um trabalho muito difícil, que depende do talento e da criatividade do músico que pretende regravar a canção. Há vários exemplos de covers que foram muito bem feitos, sendo sucesso de público e crítica. Outros poucos são tão bem sucedidos que chegam a ser tão bons ou até melhores que as versões originais. Dentre estes, consegui reunir os 5 que, na minha opinião, são os melhores covers de toda a história do rock
The Beatles - Twist and Shout: Esse é, talvez, o cover mais famoso de todos os tempos e, ao mesmo tempo, um dos que as pessoas em geral tem menos conhecimento de que é um cover. Twist and Shout é uma canção do início da década de 60, gravada em primeiro lugar pelo grupo vocal Topnotes. Depois, foi regravada pelos Isley Brothers, outro grupo vocal, bem mais famoso nos Estados Unidos. Mas foi com os Beatles que a música alcançou o sucesso internacional, chegando ao 2º lugar nas paradas americanas. O vocal rouco de Lennon, os vocais de apoio de Paul e George, a cadência rítmica de Ringo e os pré-refrões gritados fizeram da música sucesso absoluto. Além disso, a música também é parte do história do cinema, ao se tornar a trilha sonora da cena mais marcante do filme "Curtindo a Vida Adoidado", com Ferris Bueller cantando a música na parada da cidade, que parou para ouvir e dançar.
Joe Cocker - With a Little Help From My Friends: Dessa vez a versão original é dos Beatles, cantada pelo Ringo Starr, "ajudado" pelos outros beatles a cantar o refrão. Mas Joe Cocker regravou a música, dando muito mais profundidade à melodia, muito devido ao seu timbre de voz, substituindo os backing vocals de Paul, John e George do refrão original por vozes masculinas em falsetto. A versão da música em Woodstock é lendária, se tornando um dos grandes momentos daquele que foi o mais importante festival de música da história. Destaque também para a participação do órgão e do maior peso das guitarras e do baixo.
Jimi Hendrix - All Along The Watchtower: A música foi composta e gravada por Bob Dylan, com o violão e gaita se sobressaindo. Depois, Hendrix a regravou, com uma introdução de guitarra genial, e solos memoráveis, que demonstram toda a criatividade e técnica do maior guitarrista de todos os tempos. A sua versão é tão famosa que chega a ser mais conhecida que a original, inclusive figurando na 47ª posição entre as 500 maiores músicas da história segundo a Revista Rolling Stone.
Nirvana - The Man Who Sold The World: A versão original é de David Bowie, gravada em 1970. Anos após, em 1993, o Nirvana regravou a música para o "MTV Unplugged". Apesar de acústica, a versão do Nirvana tem os riffs de violão distorcidos, e a voz de Kurt tá um ar melancólico à música, tornando-a única e muito diferente da versão original. Fazer um verdadeiro cover de uma música requer criatividade, mas fazer um cover de uma música do camaleão do rock, conhecido por explorar vários estilos e ritmos, e conseguir marcá-la na história do rock não é para todos.
Joey Ramone - What a Wonderful World: Gravada por Louis Armstrong em 1967, a música, nessa versão dava ênfase a sua melodia, com os instrumentos de sopro em destaque, complementada pela voz única de Louis, que fizeram da música, um hino à beleza do mundo, entrar para a história. Em 2002, no entanto, uma versão de Joey Ramone, vocalista de uma das maiores bandas de punk rock do mundo foi lançada, já após sua morte, e o que tinha tudo para dar errado deu muito certo. Trocando os instrumentos de sopro e o piano pela guitarra e bateria e acelerando a música ao ritmo do punk, acabou por dar uma nova vida ao clássico. A voz de Joey, também única, encaixou perfeitamente na proposta da música, aproximando o jazz do punk rock, estilos muito diferentes e quase antagônicos, assim como a música aproxima as pessoas, por mais diferentes que sejam.
Ainda farei um post sobre os melhores covers da história de outros estilos, e já adianto que não esquecerei de Hurt e Respect.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
As melhores músicas internacionais de 2012
O ano de 2012 chegou ao fim, com algumas boas novas caras na música pop, o "ressurgimento" de gigantes e o triunfo da música de fora do eixo Inglaterra-Estados Unidos. Escolher as melhores músicas do ano é uma tarefa difícil até mesmo para os especialistas, como aqueles que nomearam os indicados ao Grammy desse ano. Cliquem nos títulos das músicas para escutá-las.
Sem mais, é hora de começar pelas revelações do ano:
Alabama Shakes - Hold On: O grupo de rock dos Estados Unidos, indicado aos prêmios de artista revelação, são uma mistura de banda indie com vocais no estilo Janis Joplin, e a música Hold On é, sem dúvida, uma das melhores do ano, tanto que concorre ao Grammy de melhor música de rock.
We Are Youg - Fun. feat. Janelle Monáe: Sim, a música foi lançada em 2011, mas só alcançou o sucesso mundial em 2012, tornando-se uma das mais tocadas nas rádios de todo o planeta e alçando a banda indie ao mainstream pop. O refrão da música é contagiante, e o piano e a batida da bateria são o melhor da música, um ode à juventude.
Frank Ocean - Thinking 'Bout You: Frank Ocean foi a grande revelação da música negra americana no ano. Apesar de já ter aparecido em músicas de outros artistas, como em "No Church in the Wild" de Jay-Z e Kanye West, lançou seu disco de estreia, o "Channel Orange", em abril de 2012, e Thinking 'Bout You é a melhor música do álbum. O destaque fica por conta do falsetto no refrão, que mostra a qualidade vocal do jovem artista.
Passamos agora aos destaques do rap:
No Church in the Wild - Jay-Z e Kanye West feat. Frank Ocean e The Dream: Jay e Kanye se superaram a cada música do álbum "Watch the Throne", e "No Church in the Wild" é um dos maiores destaques (inclusive já falei da música aqui no blog), A batida, o refrão cantado por Frank Ocean e os versos do Kanye são os melhores momentos da música.
Mercy - Kanye West feat. GOOD Music: O homem não parou em 2012, e Mercy, do álbum Cruel Summer, é outro grande destaque do rap no ano que passou. A música parece estranha a primeira audição, mas se torna intrigantemente boa, principalmente no último verso do Kanye, que tem um crescendo genial.
Daughters - Nas: O rapper veterano lançou um novo álbum em 2012, e Daughters é o seu grande destaque. A batida dá uma atmosfera "relax" à música, que é uma espécie de declaração de amor do rapper a sua filha. A música concorre ao Grammy de melhor música de rap, e é, certamente, uma das favoritas a levar o prêmio.
No rock, foi um ano de retornos de grandes bandas e grandes nomes:
Legendary Child - Aerosmith: Tá, o riff pode parecer muito com o de uma música antiga do Led Zeppelin, mas o que importa é que a música é um belo exemplo de hard rock bem feito, no estilo do Aerosmith dos anos 70. Também já falei dessa música no blog, e de novo destaco a voz quase hipnótica do Steven Tyler cantando o refrão. Sem dúvida o Aerosmith está de volta, e Legendary Child é a prova disso.
Doom and Gloom - The Rolling Stones: Sim, a banda cinquentenária voltou a gravar uma música inédita. E não fez feio, pelo contrário. Doom and Gloom é um rock bem no estilo Stones, com riff marcante, Mick Jagger "destruindo" nos vocais e temática atual (zumbis estão em alta nos dias de hoje).
Madness - Muse: Misture rock com dubstep e você terá Madness. Apesar de inusitada, a mistura deu muito certo, e a música da banda que se apresenta no Rock in Rio 2013 é certamente uma das melhores do ano. Matt Bellamy e cia. acertaram em cheio nessa.
Freedom at 21 - Jack White: O cara é um gênio. Freedom at 21 tem pitadas de rap no modo como ele canta, mas não deixa de ser rock n roll, com a guitarra caraterística de White, um belo riff e a batida da bateria certamente dá aquela algo a mais à música.
Cut Me Some Slack - Paul McCartney, Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear: Sim, 2/3 (ou 3/4, se considerarmos o Smear como membro oficial) do Nirvana e 1/4 dos Beatles juntos fazendo música. Ela foi gravada para o filme Sound City, que conta a história do estúdio homônimo onde foi gravado, entre outros, o lendário álbum Nevermind, que alçou o Nirvana ao status de gigante do rock e o álbum Rumours, clássico da banda de country rock Fleetwood Mac. A música lembra os grandes momentos rock n roll do Macca, e tem a pegada grunge dos ex-integrantes do Nirvana. A apresentação ao vivo no concerto para as vítimas do furacão Sandy foi espetacular, e mostra que mesmo aos 70 anos, McCartney ainda é um cantor extraordinário.
We Take Care of Our Own - Bruce Springsteen: Outra lenda do rock que não perde a pegada com o passar dos anos. "The Boss" lançou o disco "Wrecking Ball", e essa música é uma das melhores do álbum, com a característica voz rouca de Springsteen, e a E Street Band fazendo o excelente trabalho de sempre.
Nesse momento, você que está lendo o post deve estar pensando: "Cadê Gangnam Style?". Não, eu não esqueci dela. A música de Psy foi o grande fenômeno pop do ano, e mostra a força da internet nos dias de hoje. Além de ser o vídeo mais visto da história do Youtube, a música chegou ao topo das paradas em vários lugares do mundo, transformando Psy em estrela mundial. O feito do coreano é impressionante. Desde "Macarena" o mundo não via uma música não cantada em inglês sendo sucesso absoluto nos Estados Unidos. Nem mesmo "Ai se eu te pego", que foi sucesso por toda a Europa, conseguiu alcançar as paradas americanas. Portanto, vamos a uma breve análise:
Gangnam Style - Psy: Você entra no youtube, começa a assistir um clipe bizarro, de um cantor coreano gordinho, com uma coreografia muito doida e não consegue mais parar de pensar nela. Provavelmente foi assim que Gangnam Style se tornou um meme na internet. Aí você tenta achar uma tradução da letra e descobre que ela tem uma crítica social ao distrito de Gangnam, um subúrbio rico coreano, e passa a olhar a música com outros olhos. Além disso a música tem uma batida contagiante, um pré-refrão espetacularmente bem feito e um refrão que permite cantar e dançar ao mesmo tempo. Mesmo que você não goste de música eletrônica, não dá pra negar que Gangnam Style é uma daquelas músicas que te ganha pela descontração e alegria, e é por isso que se tornou sucesso mundial e uma das melhores músicas de 2012.
Se eu esqueci de alguma música ou você acha que alguma música deveria estar na lista, poste nos comentários e diga o que faz da música uma das melhores de 2012.
Sem mais, é hora de começar pelas revelações do ano:
Alabama Shakes - Hold On: O grupo de rock dos Estados Unidos, indicado aos prêmios de artista revelação, são uma mistura de banda indie com vocais no estilo Janis Joplin, e a música Hold On é, sem dúvida, uma das melhores do ano, tanto que concorre ao Grammy de melhor música de rock.
We Are Youg - Fun. feat. Janelle Monáe: Sim, a música foi lançada em 2011, mas só alcançou o sucesso mundial em 2012, tornando-se uma das mais tocadas nas rádios de todo o planeta e alçando a banda indie ao mainstream pop. O refrão da música é contagiante, e o piano e a batida da bateria são o melhor da música, um ode à juventude.
Frank Ocean - Thinking 'Bout You: Frank Ocean foi a grande revelação da música negra americana no ano. Apesar de já ter aparecido em músicas de outros artistas, como em "No Church in the Wild" de Jay-Z e Kanye West, lançou seu disco de estreia, o "Channel Orange", em abril de 2012, e Thinking 'Bout You é a melhor música do álbum. O destaque fica por conta do falsetto no refrão, que mostra a qualidade vocal do jovem artista.
Passamos agora aos destaques do rap:
No Church in the Wild - Jay-Z e Kanye West feat. Frank Ocean e The Dream: Jay e Kanye se superaram a cada música do álbum "Watch the Throne", e "No Church in the Wild" é um dos maiores destaques (inclusive já falei da música aqui no blog), A batida, o refrão cantado por Frank Ocean e os versos do Kanye são os melhores momentos da música.
Mercy - Kanye West feat. GOOD Music: O homem não parou em 2012, e Mercy, do álbum Cruel Summer, é outro grande destaque do rap no ano que passou. A música parece estranha a primeira audição, mas se torna intrigantemente boa, principalmente no último verso do Kanye, que tem um crescendo genial.
Daughters - Nas: O rapper veterano lançou um novo álbum em 2012, e Daughters é o seu grande destaque. A batida dá uma atmosfera "relax" à música, que é uma espécie de declaração de amor do rapper a sua filha. A música concorre ao Grammy de melhor música de rap, e é, certamente, uma das favoritas a levar o prêmio.
No rock, foi um ano de retornos de grandes bandas e grandes nomes:
Legendary Child - Aerosmith: Tá, o riff pode parecer muito com o de uma música antiga do Led Zeppelin, mas o que importa é que a música é um belo exemplo de hard rock bem feito, no estilo do Aerosmith dos anos 70. Também já falei dessa música no blog, e de novo destaco a voz quase hipnótica do Steven Tyler cantando o refrão. Sem dúvida o Aerosmith está de volta, e Legendary Child é a prova disso.
Doom and Gloom - The Rolling Stones: Sim, a banda cinquentenária voltou a gravar uma música inédita. E não fez feio, pelo contrário. Doom and Gloom é um rock bem no estilo Stones, com riff marcante, Mick Jagger "destruindo" nos vocais e temática atual (zumbis estão em alta nos dias de hoje).
Madness - Muse: Misture rock com dubstep e você terá Madness. Apesar de inusitada, a mistura deu muito certo, e a música da banda que se apresenta no Rock in Rio 2013 é certamente uma das melhores do ano. Matt Bellamy e cia. acertaram em cheio nessa.
Freedom at 21 - Jack White: O cara é um gênio. Freedom at 21 tem pitadas de rap no modo como ele canta, mas não deixa de ser rock n roll, com a guitarra caraterística de White, um belo riff e a batida da bateria certamente dá aquela algo a mais à música.
Cut Me Some Slack - Paul McCartney, Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear: Sim, 2/3 (ou 3/4, se considerarmos o Smear como membro oficial) do Nirvana e 1/4 dos Beatles juntos fazendo música. Ela foi gravada para o filme Sound City, que conta a história do estúdio homônimo onde foi gravado, entre outros, o lendário álbum Nevermind, que alçou o Nirvana ao status de gigante do rock e o álbum Rumours, clássico da banda de country rock Fleetwood Mac. A música lembra os grandes momentos rock n roll do Macca, e tem a pegada grunge dos ex-integrantes do Nirvana. A apresentação ao vivo no concerto para as vítimas do furacão Sandy foi espetacular, e mostra que mesmo aos 70 anos, McCartney ainda é um cantor extraordinário.
We Take Care of Our Own - Bruce Springsteen: Outra lenda do rock que não perde a pegada com o passar dos anos. "The Boss" lançou o disco "Wrecking Ball", e essa música é uma das melhores do álbum, com a característica voz rouca de Springsteen, e a E Street Band fazendo o excelente trabalho de sempre.
Nesse momento, você que está lendo o post deve estar pensando: "Cadê Gangnam Style?". Não, eu não esqueci dela. A música de Psy foi o grande fenômeno pop do ano, e mostra a força da internet nos dias de hoje. Além de ser o vídeo mais visto da história do Youtube, a música chegou ao topo das paradas em vários lugares do mundo, transformando Psy em estrela mundial. O feito do coreano é impressionante. Desde "Macarena" o mundo não via uma música não cantada em inglês sendo sucesso absoluto nos Estados Unidos. Nem mesmo "Ai se eu te pego", que foi sucesso por toda a Europa, conseguiu alcançar as paradas americanas. Portanto, vamos a uma breve análise:
Gangnam Style - Psy: Você entra no youtube, começa a assistir um clipe bizarro, de um cantor coreano gordinho, com uma coreografia muito doida e não consegue mais parar de pensar nela. Provavelmente foi assim que Gangnam Style se tornou um meme na internet. Aí você tenta achar uma tradução da letra e descobre que ela tem uma crítica social ao distrito de Gangnam, um subúrbio rico coreano, e passa a olhar a música com outros olhos. Além disso a música tem uma batida contagiante, um pré-refrão espetacularmente bem feito e um refrão que permite cantar e dançar ao mesmo tempo. Mesmo que você não goste de música eletrônica, não dá pra negar que Gangnam Style é uma daquelas músicas que te ganha pela descontração e alegria, e é por isso que se tornou sucesso mundial e uma das melhores músicas de 2012.
Se eu esqueci de alguma música ou você acha que alguma música deveria estar na lista, poste nos comentários e diga o que faz da música uma das melhores de 2012.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Os 10 maiores artistas negros da música internacional
Desde Robert Johnson e a popularização do Blues, do jazz de Louis Armstrong e da música gospel cantada nas igrejas de negros nos Estados Unidos, a música e os artistas negros são referência no mundo da cultura pop. Foram os negros que também criaram o R&B, um mistura do blues e da música gospel, que acelerado pelos próprios negros criou o rock n roll. Também foram eles que criaram, a partir dos estilos "primordiais", a soul music, o reggae e o funk, que mais tarde daria origem ao rap e forneceria todos os elementos para a dita música pop de Michael Jackson e Prince. Resumindo-se, praticamente tudo que é e foi ouvido nos últimos 60 anos tem origem na música negra.
Dessa forma, não é de se estranhar que tantos artistas negros são e foram referências do mundo da música, e escolher apenas 10 dentre os muitos brilhantes artistas é uma tarefa um tanto díficil. Mas o meu vídeo dos 50 maiores artistas da música pop de todos os tempos (http://www.youtube.com/watch?v=KB1LzZ3e5tQ) ajudou a compilar alguns dos maiores artistas negros da história, facilitando o rankeamento dos 10 maiores. Vamos então a eles:
10º - Marvin Gaye: O dono da maior voz da soul music dos anos 70 é o décimo da lista. Sua voz quase sexual (ouçam "Let's Get it On" e "Sexual Healing'), e suas letras profundas, como "What's Going On", inspiraram e influenciaram vários cantores da sua e das gerações seguintes. Uma pena sua morte precoce ter encerrado sua carreira prematuramente.
9º - Prince: O cara é simplesmente genial. Além da voz potente, Prince também é um exímio instrumentista, capaz de fazer mágica com a guitarra (assistam a versão de "While My Guitar Gently Weeps" do Rock n Roll Hall of Fame). Ele é capaz de emocionar em músicas como "Purple Rain" e de fazer as pessoas dançarem, como em "1999", "Let's go crazy" e "Kiss". E são músicas como essas que o fazem um dos maiores nomes da música pop e nono lugar desta lista.
8º - Muddy Waters: O blues man é um dos artistas mais influentes de toda a história da música. De suas músicas saíram a inspiração para toda a era inicial do rock n roll. Muddy Waters é, indubitavelmente, o maior artista de blues de todos os tempos, e um dos avôs do rock n roll. Ouçam "Rolling Stone" (adivinhem de onde Mick, Keith e cia. tiraram o nome da banda?), "Hoochie Coochie Man" e "Mannish Boy".
7º - Ray Charles: Ele era cego, mas tocava piano como poucos. Sua voz rouca embalava canções gospel, de amor e de festa. Foi grande influência para toda uma geração de cantores negros durante toda a vida, além de ser símbolo da luta contra o racismo no sul dos Estados Unidos e ser, provavelmente, o maior ícone da soul music e do R&B de todos os tempos. Recomendo "What'd I say", "Hit the road, Jack", "Unchain My Heart" e "I Got a Woman" (qualquer semelhança com "Gold Digger", de Kanye West e Jamie Foxx não é coincidência).
6º - Bob Marley: O jamaicano rastafari foi o maior nome do reggae de todos os tempos, ajudando a popularizar o estilo em todo o mundo. Suas canções de prostesto, que acusavam os problemas sociais da Jamaica, como "I Shot the Sheriff" e "Get Up, Stand Up" dividiam espaço com canções mais otimistas, como "One Love", "Three Little Birds", além do clássico "No Woman, No Cry".
5º - Chuck Berry: Como disse John Lennon, "se o rock tivesse outro nome, este seria Chuck Berry". O pai e criador do rock n roll tocava guitarra de uma forma única, aliando os riffs marcantes com acordes de blues acelerados, consolidando o que ainda é a marca do estilo. O "duck walk", passo característico, é referência no mundo da música, sendo imitado pelo guitarrista do AC/DC, Angus Young. Ouçam clássicos como "Johnny B. Goode" (há quem diga que a música foi criada, na verdade, por Marty McFly"), "Roll Over Beethoven" (as notícias recebidas por Tchaikovsky ajudaram o AC/DC a compor um de seus grandes sucessos, "Let there be rock"), "Maybellene" e "Sweet Little Sixteen" (da qual os Beach Boys criaram "Surfin' USA").
4º - Stevie Wonder: Outro artista cego, mas com imenso talento para a música. Stevie foi o menino prodígio da Motown, tocando instrumentos como bateria, contra-baixo, além da gaita e do piano/teclado, suas especialidades, e é um marco na história do R&B e do Funk. Suas canções cheias de ritmo estão entre as melhores de todos os tempos, e "Superstition", "Living for the City", "I Just Call To Say I Love You" e "Isn't She Lovely", entre outras são a prova disso.
3º - Jimi Hendrix: O maior guitarrista de todos os tempos. Com as influências do blues americano e do rock inglês, Jimi foi um dos gigantes da era da psicodelia e do movimento hippie, na segunda metade da década de 60. Seu jeito único de tocar guitarra produziu clássicos como "Purple Haze", "Hey Joe", "Voodoo Child (Slight Return)" e "Fire". Falando em fogo, sua foto botando fogo em uma guitarra quebrada no Monterrey Pop Festival é uma das mais icônicas da história do rock e da música. A morte aos 27 anos interrompeu a brilhante carreira, mas seu legado continua vivo até hoje, fazendo com que milhares de pessoas ainda se maravilhem com suas músicas, seus riffs e solos.
2º - James Brown: O padrinho do soul, criador do funk e o homem mais trabalhador do show business. James Brown, além disso tudo, pode ser considerado um dos maiores dançarinos da música pop, influenciando nomes como Michael Jackson e Prince, e é ainda a grande influência para a criação do rap. Músicas como "Papa's Got a Brand New Bag" e "(I Got You) I Feel Good" são símbolos da música dançante, enquanto "It's a Man's, Man's, Man's World" é uma declaração de amor às mulheres, e "Say It Loud, (I'm Black and I'm Proud)" é um hino das manifestações de direitos civis dos negros na década de 60.
1º - Michael Jackson: Rei. São poucos aqueles que ganham dos próprios súditos o título de rei. Mike é um deles. Um artista em que desde cedo já se podia vislumbrar o futuro brilhante. Nos tempos de Jackson 5, o pequeno Michael encantava todo o mundo com uma voz angelical, entoando sucessos como "ABC", "I Want You Back" e "I'll be There". Mais crescido, já em carreira solo, conquistou os ouvidos de todos com "Ben", e, ao aliar-se ao produtor "Quincy Jones", mostrou sinas da realeza no álbum "Off The Wall", imerso em influências do funk, r&b e da disco music, e que teve os sucessos "Rock With You" e "Don't Stop 'Til You Get Enough". Mas foi com o álbum "Thriller" que Jackson foi aclamado Rei do Pop, e seus súditos tornaram esse disco o mais vendido de todos os tempos, com mais de 100 milhões de cópias vendidas. E não era nenhuma surpresa. O álbum contém os maiores sucessos da história do pop: Beat It, na qual o Rei absorveu a essência do rock n roll, criando, juntamente com Eddie Van Halen, um dos maiores riffs de guitarra da história; Billie Jean, que além de ser o que pode ser chamado de música pop perfeita, consagrou o passo de dança mais famoso da história, o moonwalk, que estarreceu o mundo em 1983, quando Mike o realizou pela primeira vez no aniversário de 25 anos da Motown; e Thriller, cujo vídeoclipe é o mais famosos de todos os tempos, revolucionando toda a música que veio após, viabilizando a criação de histórias dentro dos clipes (agradeça a ele pela MTV). Quem nunca se imaginou dançando a coreografia sendo acompanhado de vários zumbis? Apesar das polêmicas que vieram com o passar dos anos, da transformação da sua cor de pele e de alguns "fracassos" comerciais, ainda era amado por todos, e fazia por onde, pois além de encantar o mundo com suas canções, foi um grande defensor da natureza, das crianças e da humanidade, sendo um grande doador de dinheiro para essas causas e criando músicas como "Earth Song", "Man in the Mirror" e "We Are The World". A última prova de sua popularidade, influência e importância foi, infelizmente, a sua morte, certamente o fato do ano de 2009, corroborando com sua condição de maior artista negro de todos os tempos e maior artista solo da história.
PS: Menções honrosa para os artistas citados na introdução, além do genial Miles Davis (não quis misturar jazz com os estilos mais pop), e de outros artistas que também estão na minha lista dos 50 maiores, como Otis Redding, Aretha Franklin, Sam Cooke, Tupac Shakur, Little Richard e Tina Turner.
PS2: Talvez algum dia eu faça uma lista com os 10 maiores artistas negros brasileiros, e seria, com certeza, uma lista com nomes tão variados e talentosos como essa...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Músicas viciantes do mês: Maio/Junho
Nem tudo pelo que eu me vicio em termos musicais é novo, nem inédito. Muitas vezes eu passo a ouvir melhor aquele música que nunca tinha dado muita atenção e acabo me fascinando por algum motivo, seja a letra, os riffs de guitarra, a linha de baixo ou qualquer outro elemento de melodia, harmonia ou ritmo. Nesses dois meses, maio e o início de junho, fiquei realmente viciado em músicas de estilos bem diferentes, novas e velhas, então vou começar pelas velhas:
Hail Mary - Tupac ft. Outlawz: Desde o espantoso ressurgimento de Tupac Shakur, morto há 16 anos, no Festrival de Coachella em um show dos seus antigos parceiros Snoop Dogg e Dr. Dre, na forma de um "holograma" - uma projeção, na realidade - no qual "cantou" esse música, ela tem me impressionado. O refrão é muito bom, fica na cabeça, e as rimas do "Makaveli" também não ficam atrás. O conjunto da obra faz com que a música seja excelente, e me faça ouvi-la praticamente todo dia nesses pultimos 30 dias.
Legendary Child - Aerosmith: Apesar de ter sido lança da como single esse ano e de estar garantida no novo álbum do Aerosmith, esse música é de 1991, do tempo em que Steven Tyler e cia. gravavam o disco "Get a Grip". O que mais chama atenção nessa música são os riffs de guitarra do Joe Perry e o forma quase hipnotizante com a qual Tyler canta o refrão. Quanto aos riffs, a semelhança com os da música "Wanton Song" do Led Zeppelin são evidentes, mas isso não é lá muita coisa quando se copia do "maior ladrão da música negra americana", Jimmy Page, nas palavras do sábio Homer Simpson.
No Church in the Wild - Jay-Z & Kanye West ft. Franck Ocean e The Dream: Mais uma vez os amigos, cumpadres e rappers Jay e Kanye me surpreendem. Depois de me fazerem achar "Otis" a melhor música de rap dos últimos tempos e me fazerem mudar de idéia ao ouvir "N**gas in Paris", os dois voltam a me surpreender com "No Church in the Wild". Não vou entrar no mérito de que essa música seria anti-religiosa, illuminati, ou qualquer outra conspiração (verdadeira ou não). O fato é que a música é muito boa, desde a produção, com uma batida espetacular, até os versos de cada um dos rappers e o refrão cantado por Franck Ocean - em um dos raros momentos em que eu curti o uso do auto-tune (deve ter sido coisa do Kanye) - que traz a principal mensagem da música: "O que é deus para quem não acredita em mada?".
Pumped Up Kicks - Foster The People: Eu só fui conhecer essa banda na última edição do Grammy, no início desse ano, onde a banda se apresentou no tributo aos Beach Boys, tocando "Wouldn't It Be Nice" com grande competência. Também tinha ouvidos pelo "Fifa 12" que tem uma música deles na trilha sonora do jogo. Até que ouvi Pumped Up Kicks (obrigado, Mombelli), que me deixou também muito impressionado e esperançoso com o rock atual. A atmosfera leve e animada da música talvez seja o seu ponto alto, fazendo dela uma das melhores dos últimos tempos.
R U Mine - Arctic Monkeys: Alex Turner e os outros "macacos do ártico" cresceram, deixaram de ser alternativos, e continuam fazendo boa música. R U Mine é um excelente exemplo disso. Com um pouco mais de peso nas guitarras e na voz, a música é capaz de agradar tanto os fãs indies da banda quanto os ouvintes eventuais, que conhecem pouco da banda. E são músicas e bandas como essa que ainda me fazem acreditar que o rock não está tão morto assim como querem te fazer acreditar...
PS: Sim, Illuminatis existem, mas não necessariamente são satanistas.
PS2: "Busquem o conhecimento" BILU, E.T.
Hail Mary - Tupac ft. Outlawz: Desde o espantoso ressurgimento de Tupac Shakur, morto há 16 anos, no Festrival de Coachella em um show dos seus antigos parceiros Snoop Dogg e Dr. Dre, na forma de um "holograma" - uma projeção, na realidade - no qual "cantou" esse música, ela tem me impressionado. O refrão é muito bom, fica na cabeça, e as rimas do "Makaveli" também não ficam atrás. O conjunto da obra faz com que a música seja excelente, e me faça ouvi-la praticamente todo dia nesses pultimos 30 dias.
No Church in the Wild - Jay-Z & Kanye West ft. Franck Ocean e The Dream: Mais uma vez os amigos, cumpadres e rappers Jay e Kanye me surpreendem. Depois de me fazerem achar "Otis" a melhor música de rap dos últimos tempos e me fazerem mudar de idéia ao ouvir "N**gas in Paris", os dois voltam a me surpreender com "No Church in the Wild". Não vou entrar no mérito de que essa música seria anti-religiosa, illuminati, ou qualquer outra conspiração (verdadeira ou não). O fato é que a música é muito boa, desde a produção, com uma batida espetacular, até os versos de cada um dos rappers e o refrão cantado por Franck Ocean - em um dos raros momentos em que eu curti o uso do auto-tune (deve ter sido coisa do Kanye) - que traz a principal mensagem da música: "O que é deus para quem não acredita em mada?".
Pumped Up Kicks - Foster The People: Eu só fui conhecer essa banda na última edição do Grammy, no início desse ano, onde a banda se apresentou no tributo aos Beach Boys, tocando "Wouldn't It Be Nice" com grande competência. Também tinha ouvidos pelo "Fifa 12" que tem uma música deles na trilha sonora do jogo. Até que ouvi Pumped Up Kicks (obrigado, Mombelli), que me deixou também muito impressionado e esperançoso com o rock atual. A atmosfera leve e animada da música talvez seja o seu ponto alto, fazendo dela uma das melhores dos últimos tempos.
R U Mine - Arctic Monkeys: Alex Turner e os outros "macacos do ártico" cresceram, deixaram de ser alternativos, e continuam fazendo boa música. R U Mine é um excelente exemplo disso. Com um pouco mais de peso nas guitarras e na voz, a música é capaz de agradar tanto os fãs indies da banda quanto os ouvintes eventuais, que conhecem pouco da banda. E são músicas e bandas como essa que ainda me fazem acreditar que o rock não está tão morto assim como querem te fazer acreditar...
PS: Sim, Illuminatis existem, mas não necessariamente são satanistas.
PS2: "Busquem o conhecimento" BILU, E.T.
terça-feira, 6 de março de 2012
Músicas viciantes do mês - Fevereiro
Vou tentar escolher 5 músicas que eu tenho ouvido (todo dia, sem parar) com uma certa frequência nos últimos dias e compartilhar com vocês.
1- Runaway Baby - Bruno Mars:
http://www.youtube.com/watch?v=mUxqrLxJa5k
Ouvi pela primeira vez no Grammy, em fevereiro, e a música realmente me conquistou. Não sei se é pelo riff de guitarra contagiante, os metais que lembram o auge na música negra americana ou o grande tributo ao mestre James Brown, mas não consigo parar de escutar desde aquele dia.
2- N**gas in Paris - Kanye West e Jay-Z:
http://www.youtube.com/watch?v=gG_dA32oH44&ob=av2n
Não tem como deixar de se "viciar" em N**gas in Paris. A batida é espetacular, as rimas e versos dos dois rappers são muito boas, e o final da música tem a marca registrada do Kanye.
3- Tomorrow Never Knows - The Beatles
http://www.youtube.com/watch?v=6a3NcwfOBzQ
Nunca fiquei, e nem pretendo, usar LSD, mas tenho certeza que a sensação deve ser muito parecida com a guitarra cheio de efeitos que, junto com uma letra extraordinária, a voz alucinada do John Lennon e a viajante linha de bateria do Ringo Starr fazem dessa música uma das mais psicodélicas de todos os tempos.
4- Doing That Thing You Do - The Wonders
http://www.youtube.com/watch?v=fzllVlzzeuo
Viciante. Ainda mais quando você pretende aprender a tocar ela na guitarra e decorar a linha de baixo. É a melhor música da melhor banda que nunca existiu de verdade.
5- Balada Boa - Gusttavo Lima
http://www.youtube.com/watch?v=5NNi4JIwsCo
Podem falar o que quiser do sertanejo universitário, menos que as músicas não grudam na sua cabeça. De tanto ouvir acabei gostando, tanto pelo ritmo bem dançante e com a ajuda sempre valiosa da sanfona, quanto pela letra genialmente boba e pegajosa.
1- Runaway Baby - Bruno Mars:
http://www.youtube.com/watch?v=mUxqrLxJa5k
Ouvi pela primeira vez no Grammy, em fevereiro, e a música realmente me conquistou. Não sei se é pelo riff de guitarra contagiante, os metais que lembram o auge na música negra americana ou o grande tributo ao mestre James Brown, mas não consigo parar de escutar desde aquele dia.
2- N**gas in Paris - Kanye West e Jay-Z:
http://www.youtube.com/watch?v=gG_dA32oH44&ob=av2n
Não tem como deixar de se "viciar" em N**gas in Paris. A batida é espetacular, as rimas e versos dos dois rappers são muito boas, e o final da música tem a marca registrada do Kanye.
3- Tomorrow Never Knows - The Beatles
http://www.youtube.com/watch?v=6a3NcwfOBzQ
Nunca fiquei, e nem pretendo, usar LSD, mas tenho certeza que a sensação deve ser muito parecida com a guitarra cheio de efeitos que, junto com uma letra extraordinária, a voz alucinada do John Lennon e a viajante linha de bateria do Ringo Starr fazem dessa música uma das mais psicodélicas de todos os tempos.
4- Doing That Thing You Do - The Wonders
http://www.youtube.com/watch?v=fzllVlzzeuo
Viciante. Ainda mais quando você pretende aprender a tocar ela na guitarra e decorar a linha de baixo. É a melhor música da melhor banda que nunca existiu de verdade.
5- Balada Boa - Gusttavo Lima
http://www.youtube.com/watch?v=5NNi4JIwsCo
Podem falar o que quiser do sertanejo universitário, menos que as músicas não grudam na sua cabeça. De tanto ouvir acabei gostando, tanto pelo ritmo bem dançante e com a ajuda sempre valiosa da sanfona, quanto pela letra genialmente boba e pegajosa.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O Grammy e as "good vibrations" sobre o futuro da música
No último domingo aconteceu o 54º Grammy Awards, a principal premiação do mundo da música, ou como dizem, o "Oscar da música". Analisando-se os indicados e vencedores pode-se chegar várias conclusões acerca do futuro da música.
A grande vencedora do noite - e não podia ser diferente - foi a cantora britânica Adele, com 6 Grammys, recordista de vendas de discos (sim, as pessoas ainda compram CD's) no ano em todo o mundo, principalmente devido aos dois estrondosos sucessos "Someone Like You" e "Rolling In The Deep". A nova esperança da música mundial, que tem apenas 22 anos, ganhou todos os principais prêmios da noite, incluindo melhor canção e melhor gravação, com "Rolling in the Deep", e melhor álbum, com "21". Além de tudo, fez uma performance espetacular cantando sua música premiada, algum tempo depois de operar as cordas vocais, mostrando que a voz continua a mesma.
O segundo lugar do ranking de premiações ficou com o Foo Fighters, da ex-bateirista do Nirvana e já veterano do rock Dave Grohl, que ganhou todas as categorias relativas ao gênero. Kanye West também levou pra casa alguns prêmios, incluindo o de melhor música de rap, com "Otis", junto com seu parceiro Jay-Z, dominando a categoria de rap.
O grande injustiçado da noite foi o cantor Bruno Mars, que, pode-se dizer, ficou em segundo lugar em todas as categorias vencidas pela Adele, graças ao seu excelente álbum "Doo Wops & Hooligans". Bruno foi outro que fez uma performance muito boa, cantando "Runaway Baby" e se aventurando em alguns passos de dança do grande gênio da música negra americana, James Brown.
As premiações e os performances realizadas durante a festa apontam para uma direção: o talento, ainda, se sobressai. A grande consagração de Adele, Foo Fighters e Kanye West e o grande sucesso das apresentações de Bruno Mars, Coldplay, Beach Boys e Paul McCartney só confirmam que, apesar de presenciarmos uma grande invasão de "artistas" que não conseguem dançar e cantar ao mesmo tempo, que precisam da ajuda de programas de computador pra manter a afinação, e que apostam tanto na imagem que se esquecem que música é pra ser ouvida, no final é o talento que realmente vence, seja vendendo mais discos ou ganhando mais prêmios.
Querendo ou não, as pessoas ainda se encantam muito mais pela voz naturalmente afinada, pela habilidade de tocar um ou mais instrumentos musicais, pela criatividade na hora de compor músicas e escrever letras. Por mais que ainda haja muita gente de qualidade questionável fazendo sucesso, a tendência é - e sempre foi - que somente os melhores sejam lembrados daqui a 10 ou 20 anos, e recebam homenagens tão significativas, como aconteceu com a Etta James, a Whitney Houston, o Clarence Clemons, o Tom Jobim e muitos outros músicos e artistas de verdade.
O "lixo comercial" que inunda as rádios, programas de música na TV e até as premiações sempre existiu, mas tem tomado proporções gigantescas atualmente (digamos que desde a segunda metade da década passada). Mas é muito fácil perceber que a situação está mudando. Parece que as pessoas estão se cansando das vozes robóticas de autotune, e o sucesso de artistas verdadeiramente talentosos pode ser um alerta para as gravadoras apostarem mais no novo, no diferente, no criativo.
Considerações finais:
- A crise que vivem o rock e o rap é muito grave. Foo Fighters e Kanye West/Jay-Z ganharam praticamente sem concorrência.
- A Nicki Minaj é tão esquisita quanto a Lady Gaga, mas tem menos talento e mais bunda.
- Música, ainda bem, não envelhece. Bruce Springsteen, Paul McCartney, os Beach Boys, Tony Bennett e Glen Campbell estão aí pra provar isso.
- Ainda bem que o Grammy não é organizado pela MTV, senão o Justin Bieber e a Lady Gaga seriam os maiores vencedores.
A grande vencedora do noite - e não podia ser diferente - foi a cantora britânica Adele, com 6 Grammys, recordista de vendas de discos (sim, as pessoas ainda compram CD's) no ano em todo o mundo, principalmente devido aos dois estrondosos sucessos "Someone Like You" e "Rolling In The Deep". A nova esperança da música mundial, que tem apenas 22 anos, ganhou todos os principais prêmios da noite, incluindo melhor canção e melhor gravação, com "Rolling in the Deep", e melhor álbum, com "21". Além de tudo, fez uma performance espetacular cantando sua música premiada, algum tempo depois de operar as cordas vocais, mostrando que a voz continua a mesma.
O segundo lugar do ranking de premiações ficou com o Foo Fighters, da ex-bateirista do Nirvana e já veterano do rock Dave Grohl, que ganhou todas as categorias relativas ao gênero. Kanye West também levou pra casa alguns prêmios, incluindo o de melhor música de rap, com "Otis", junto com seu parceiro Jay-Z, dominando a categoria de rap.
O grande injustiçado da noite foi o cantor Bruno Mars, que, pode-se dizer, ficou em segundo lugar em todas as categorias vencidas pela Adele, graças ao seu excelente álbum "Doo Wops & Hooligans". Bruno foi outro que fez uma performance muito boa, cantando "Runaway Baby" e se aventurando em alguns passos de dança do grande gênio da música negra americana, James Brown.
As premiações e os performances realizadas durante a festa apontam para uma direção: o talento, ainda, se sobressai. A grande consagração de Adele, Foo Fighters e Kanye West e o grande sucesso das apresentações de Bruno Mars, Coldplay, Beach Boys e Paul McCartney só confirmam que, apesar de presenciarmos uma grande invasão de "artistas" que não conseguem dançar e cantar ao mesmo tempo, que precisam da ajuda de programas de computador pra manter a afinação, e que apostam tanto na imagem que se esquecem que música é pra ser ouvida, no final é o talento que realmente vence, seja vendendo mais discos ou ganhando mais prêmios.
Querendo ou não, as pessoas ainda se encantam muito mais pela voz naturalmente afinada, pela habilidade de tocar um ou mais instrumentos musicais, pela criatividade na hora de compor músicas e escrever letras. Por mais que ainda haja muita gente de qualidade questionável fazendo sucesso, a tendência é - e sempre foi - que somente os melhores sejam lembrados daqui a 10 ou 20 anos, e recebam homenagens tão significativas, como aconteceu com a Etta James, a Whitney Houston, o Clarence Clemons, o Tom Jobim e muitos outros músicos e artistas de verdade.
O "lixo comercial" que inunda as rádios, programas de música na TV e até as premiações sempre existiu, mas tem tomado proporções gigantescas atualmente (digamos que desde a segunda metade da década passada). Mas é muito fácil perceber que a situação está mudando. Parece que as pessoas estão se cansando das vozes robóticas de autotune, e o sucesso de artistas verdadeiramente talentosos pode ser um alerta para as gravadoras apostarem mais no novo, no diferente, no criativo.
Considerações finais:
- A crise que vivem o rock e o rap é muito grave. Foo Fighters e Kanye West/Jay-Z ganharam praticamente sem concorrência.
- A Nicki Minaj é tão esquisita quanto a Lady Gaga, mas tem menos talento e mais bunda.
- Música, ainda bem, não envelhece. Bruce Springsteen, Paul McCartney, os Beach Boys, Tony Bennett e Glen Campbell estão aí pra provar isso.
- Ainda bem que o Grammy não é organizado pela MTV, senão o Justin Bieber e a Lady Gaga seriam os maiores vencedores.
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